Chuva, lava isso embora...
– Levanta aí, vamos conversar. – Vamos. Ele se levanta do chão com algum esforço. Bate a poeirada roupa, poeira que ele nem sabia de onde veio. Os dois andam por uma pradaria onde o nada os cercava. Caminhavam sem pressa, ignorando a chuva que ameaçava cair. O que chamou quebra o silêncio confortável. – Você é patético, sabia? – Sabia. – Eu te acompanhei este tempo todo, te avisei do que estava acontecendo, e você... – Vai ficar aí me dizendo o óbvio, o que eu já sei? – Er... não. Certo. Você... está bem? – Estou andando, não estou? Acho que entrei naquela fase. – Eu adoro esta fase sua... – Só porque você fica no controle, né? – Por mim eu ficava no controle o tempo todo. – Não ia prestar. – Ah, qual é? Toda vez que você toma conta, acontece isso. E quando acontece a tragédia – e sempre acontece –, você larga tudo e vai pro seu canto remoer. – Não é remoer. É aprender. Pra não se repetir. – Não tem funcionado, pelo jeito. – São situações diferentes e você sabe disso. – Tá...