Vontade humana
A vontade humana é incontrolável. É um cavalo xucro, simplesmente. Ninguém sabe aonde ela vai, por onde ela vai, pra quem ela se dirige. Os mais sábios, pelo menos, fazem alguma idéia de suas preferências. Os mais limitados a seguem cegamente, sem se importar com outras coisas tolas e sem importância, como sentimentos alheios ou ditames sociais.
E não há porquê tentar pará-la. Não, não, nunca faça isso. Não se quebre. Pois é pior do que tentar fazer seu braço dobrar para outro lado, pior do que tentar fazer seu sangue fluir em outro sentido. Não é somente contra o físico que você lutará, mas também contra sua própria mente, que agora te confunde e te deixa tonto. Você não sabe mais quem é, mas é algo diferente do que você conhece. Não se prenda ao passado, pois é lá que ficou aquele ser confuso que não entende mais nada do que está acontecendo.
Se a vontade própria não pode ser entendida, ainda mais enigmática será a vontade alheia. Presunçosos são os que dizem saber interpretá-la, que dizem poder ver aonde ela está indo. Ela não segue padrões. Não há roteiro, não há falas, não há pausa de cinco minutos para retocar a maquiagem. Estes presunçosos se baseiam em mil medições para chutar uma previsão, mas creio que sempre faltará um detalhe não visto por eles que afeta toda a previsão. Porque eles, na verdade, são cegos. Não vêem nada, nada está ali óbvio, muito menos em sua mente. A vontade não mora na mente, não mora no corpo.
É ela, fora de nós, que nos determina.
E não há porquê tentar pará-la. Não, não, nunca faça isso. Não se quebre. Pois é pior do que tentar fazer seu braço dobrar para outro lado, pior do que tentar fazer seu sangue fluir em outro sentido. Não é somente contra o físico que você lutará, mas também contra sua própria mente, que agora te confunde e te deixa tonto. Você não sabe mais quem é, mas é algo diferente do que você conhece. Não se prenda ao passado, pois é lá que ficou aquele ser confuso que não entende mais nada do que está acontecendo.
Se a vontade própria não pode ser entendida, ainda mais enigmática será a vontade alheia. Presunçosos são os que dizem saber interpretá-la, que dizem poder ver aonde ela está indo. Ela não segue padrões. Não há roteiro, não há falas, não há pausa de cinco minutos para retocar a maquiagem. Estes presunçosos se baseiam em mil medições para chutar uma previsão, mas creio que sempre faltará um detalhe não visto por eles que afeta toda a previsão. Porque eles, na verdade, são cegos. Não vêem nada, nada está ali óbvio, muito menos em sua mente. A vontade não mora na mente, não mora no corpo.
É ela, fora de nós, que nos determina.
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