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Showing posts from December, 2004

Tudo está bem!

Achei minha mulher! Ela estava no hotel ao lado do meu, engano causado pela confusão da queda que ela também sofreu. Como ela não tem muita fluência na língua, não conseguia se explicar para a recepção nem conseguia diferenciar os nomes dos hotéis. Encontrei-a quando estava voltando ao hotel ontem à noite, já sem esperanças. Tudo corre bem.

Sem ela...

O pensamento de que ela possa ter morrido me passa pela cabeça. E é a maior sensação de desespero que já senti, é tão terrível que o afasto da maneira que posso. Seria tão cruel perder o meu amor no evento que planejei para celebrá-lo, é como se todo o plano que fiz de fugir para viver meu grande amor se voltasse contra mim. Não consigo imaginar a vida sem ela, sem vontade de viver. Tenho que encontrá-la de qualquer jeito.

Socorro!

Alguém me ajude, por favor! Perdi minha mulher no desastre do maremoto aqui na Tailândia, na ilha de Phuket. Estávamos aqui em lua-de-mel quando fomos surpreendidos com o tsunami, foi um desastre sem proporções! A onda nos pegou quando estávamos saindo da praia, devido à agitação que já aprontava no horizonte – ficamos desconfiados. Infelizmente não conseguimos fugir a tempo, a água nos derrubou quando já estávamos fugindo. Perdi a consciência ao ser derrubado – devo ter batido a cabeça no chão ou algo assim –, acordei em um dos abrigos de assistência que montaram numa área mais segura. Depois de assegurar aos assistentes que já estava bem, corri ao hotel em que estava hospedado. Desesperei-me ao não ter encontrado minha mulher lá, peguei minhas coisas (entre elas meu laptop, de onde escrevi isto, na esperança de que ela possa ler) e fui percorrer outros abrigos para tentar encontrá-la.

Diálogos - IV

– Por favor, não, não faça isso! – Me poupe. – Você é insensível demais! Covarde! – É por aí. – Cada lágrima derramada por mim é o que pra você? Água e sal? Seu monstro! – Que seja, só não venha manchar minha camisa. – Você devia morrer, sabia? – É uma boa idéia, uma idéia muito boa. Com licença. – Essa arma é pra quê...? Porra, NÃO!!