A distância e a Internet
Trecho de Irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoiévski:
"Assegura-se que o mundo, abreviando as distâncias, transmitindo o pensamento pelos ares, irá unir-se cada vez mais, que a fraternidade reinará. Ai! não acreditem nessa união dos homens."
Sem saber, no século XIX, Dostoiévski previu uma faceta da internet. Ela permite que pessoas com distâncias enormes entre elas se conheçam e se falem, diariamente até. Permite que se vejam, que se ouçam. Mas a distância continua ali, imponente, o espaço a rir de nossa impotência de humano limitado. Conseguimos chegar até Marte, mas ainda não existe forma rápida e barata de se superar algumas centenas de quilômetros. E aí como fica aquela vontade de sair pra ver um filme junto? De fazer aquela confidência que precisa do contato inigualável do olho no olho, o contato que sonda a alma? De fazer algo simples mas significativo como tomar junto um sorvete sem palavras em uma tarde triste? Fica só vontade, vontade não realizada que acaba se transformando em frustração. Por mais perto que estejamos do computador, as pessoas estão longe.
Essa é minha frustração. Conhecer pessoas maravilhosas e não poder fazer todas estas coisas com elas ao meu lado. Eu amo todos vocês e não posso nem dizer isso na cara de vocês, feri-los com minha sinceridade. Eu ando por aí meio morto por ter muitos pedaços de mim espalhados nesse mundo. Eu só quero estar completo.
"Assegura-se que o mundo, abreviando as distâncias, transmitindo o pensamento pelos ares, irá unir-se cada vez mais, que a fraternidade reinará. Ai! não acreditem nessa união dos homens."
Sem saber, no século XIX, Dostoiévski previu uma faceta da internet. Ela permite que pessoas com distâncias enormes entre elas se conheçam e se falem, diariamente até. Permite que se vejam, que se ouçam. Mas a distância continua ali, imponente, o espaço a rir de nossa impotência de humano limitado. Conseguimos chegar até Marte, mas ainda não existe forma rápida e barata de se superar algumas centenas de quilômetros. E aí como fica aquela vontade de sair pra ver um filme junto? De fazer aquela confidência que precisa do contato inigualável do olho no olho, o contato que sonda a alma? De fazer algo simples mas significativo como tomar junto um sorvete sem palavras em uma tarde triste? Fica só vontade, vontade não realizada que acaba se transformando em frustração. Por mais perto que estejamos do computador, as pessoas estão longe.
Essa é minha frustração. Conhecer pessoas maravilhosas e não poder fazer todas estas coisas com elas ao meu lado. Eu amo todos vocês e não posso nem dizer isso na cara de vocês, feri-los com minha sinceridade. Eu ando por aí meio morto por ter muitos pedaços de mim espalhados nesse mundo. Eu só quero estar completo.
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