Nada de novo
Daí que de repente me dá vontade de escrever. Escrever sem parar. Meio que numa explosão. Não de sinceridade, não uma explosão de verdades, só um escape. Queria dizer que estou enjoado. Das coisas que as pessoas fazem. Das coisas que as pessoas dizem. Que tudo que elas fazem e dizem me soam como extremamente previsíveis, ainda que eu não espere isso delas. E não de pessoas em quem eu confio, apenas... Pessoas. Qualquer um. Que elas são defeituosas em tudo que fazem. Que tudo que elas expressam é um monte de merda. Não porque a merda feda, mas porque a merda é algo que sai das pessoas sem que elas ponham muita intenção, muito esforço nisso. Parece que não há qualquer planejamento nas coisas humanas, que tudo que é feito tem sucesso ou falha por acaso. Que as coisas humanas são demasiadamente defeituosas. As máquinas também são defeituosas, porque são feitas por humanos, como o monitor que estou usando, que vive falhando. E os sentimentos humanos, defeituosos demais, vivem falhando, vive...