Para que publicar?
Por que não tem nada que preste ou que valha a pena ser postado?
Tem pessoas que não postam porque querem manter um certo mistério. Aquela coisa charmosa de escritor maldito, que só escreve quando está chafurdando no seu próprio pessimismo e no niilismo para com a vida, com as pessoas, com os sentimentos. Ou então quando acabou de beber aquela garrafa de vinho barato e foi derramar as idéias -- geniais, diga-se de passagem, geniais naquele momento -- no blog. Eu aprecio quando vejo esses escritores malditos. Aliás, esqueçam o "escritores" e deixem só o "malditos", porque de literário essas pessoas pouco ou nada têm. Se há alguma arte nisso que eles fazem, é a cênica. Adoro vê-los chafurdados no que eu vejo claramente como uma bela encenação para chocar. Torço para que o niilismo os pegue no momento apropriado e eles tenham a ilusão pessoal de que sua vida não vale nada, só o que vale é o suicídio. Ilusão porque eles, em seu estado normal, acreditam piamente que o que escrevem mudará o mundo e que, por isso, têm seu valor. Pessoal porque só eles acreditam nisto. O momento de maior esclarecimento das vidas deles é este em que eles questionam o valor da própria existência. Poderia aparecer uma imagem dos céus nesta hora e dizer: "É bem por aí, meu filho."
Tem pessoas que não postam por uma mera questão de periodicidade. Acham que escrever demais é desespero de adolescente furioso com a vida e que só pode falar sobre as frustrações cotidianas. Escrever de menos é denotar um certo desleixo com o público (audiência é tudo). Há de se encontrar a esporadicidade ideal e lutar para mantê-la.
Mas chega de falar dos outros. Às vezes tenho idéias que talvez valessem a pena colocar aqui. Até chego a escrevê-las, não perco mais muito tempo tentando encontrar palavras. Mas nesse ínterim, vem a reflexão que mata o sentido de se escrever e, de fato, mostrar a alguém. Tudo parece se resolver tão bem que se perde o sentido de colocar uma questão em algum lugar. Por que, se já encontrei resposta, se já pensei o bastante sobre isso, se já não me comove mais? Hoje, para variar, vou lutar contra a relutância e deixar isso aqui. É. Vou. Não vou apagar. Talvez alterar o primeiro parágrafo... Puxa, dez parágrafos são um exagero mesmo. Enxugar não é exatamente apagar, não é? Hmm, ok, agora vai. Ou talvez...
Tem pessoas que não postam porque querem manter um certo mistério. Aquela coisa charmosa de escritor maldito, que só escreve quando está chafurdando no seu próprio pessimismo e no niilismo para com a vida, com as pessoas, com os sentimentos. Ou então quando acabou de beber aquela garrafa de vinho barato e foi derramar as idéias -- geniais, diga-se de passagem, geniais naquele momento -- no blog. Eu aprecio quando vejo esses escritores malditos. Aliás, esqueçam o "escritores" e deixem só o "malditos", porque de literário essas pessoas pouco ou nada têm. Se há alguma arte nisso que eles fazem, é a cênica. Adoro vê-los chafurdados no que eu vejo claramente como uma bela encenação para chocar. Torço para que o niilismo os pegue no momento apropriado e eles tenham a ilusão pessoal de que sua vida não vale nada, só o que vale é o suicídio. Ilusão porque eles, em seu estado normal, acreditam piamente que o que escrevem mudará o mundo e que, por isso, têm seu valor. Pessoal porque só eles acreditam nisto. O momento de maior esclarecimento das vidas deles é este em que eles questionam o valor da própria existência. Poderia aparecer uma imagem dos céus nesta hora e dizer: "É bem por aí, meu filho."
Tem pessoas que não postam por uma mera questão de periodicidade. Acham que escrever demais é desespero de adolescente furioso com a vida e que só pode falar sobre as frustrações cotidianas. Escrever de menos é denotar um certo desleixo com o público (audiência é tudo). Há de se encontrar a esporadicidade ideal e lutar para mantê-la.
Mas chega de falar dos outros. Às vezes tenho idéias que talvez valessem a pena colocar aqui. Até chego a escrevê-las, não perco mais muito tempo tentando encontrar palavras. Mas nesse ínterim, vem a reflexão que mata o sentido de se escrever e, de fato, mostrar a alguém. Tudo parece se resolver tão bem que se perde o sentido de colocar uma questão em algum lugar. Por que, se já encontrei resposta, se já pensei o bastante sobre isso, se já não me comove mais? Hoje, para variar, vou lutar contra a relutância e deixar isso aqui. É. Vou. Não vou apagar. Talvez alterar o primeiro parágrafo... Puxa, dez parágrafos são um exagero mesmo. Enxugar não é exatamente apagar, não é? Hmm, ok, agora vai. Ou talvez...
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