Interpretar
Essa história de interpretar começou desde cedo. Uma coisa nunca era o que aparentava ser, suscitava interpretação para a definição precisa da realidade.
Isso começou, por exemplo (Um exemplo de começo, talvez porque haja outros começos? Acho que sim.), quando fiquei diabético. Desde então nunca mais pude dizer que sentia sede, ou fome, ou sono, ou raiva. Não antes de um exame de glicose, pelo menos. Tudo poderia ser um sintoma.
Parecia que, se tudo estivesse bem com a glicose, eu não sentiria sede, ou fome, ou sono, ou raiva. De modo que me acostumei a não sentir nada e achar que tudo está bem. Não sinto nada. Mas não está tudo bem. Outra conseqüência nefasta é atribuir tudo que sinto à doença.
Ainda outra conseqüência é querer curar o que sinto com insulina.
Isso começou, por exemplo (Um exemplo de começo, talvez porque haja outros começos? Acho que sim.), quando fiquei diabético. Desde então nunca mais pude dizer que sentia sede, ou fome, ou sono, ou raiva. Não antes de um exame de glicose, pelo menos. Tudo poderia ser um sintoma.
Parecia que, se tudo estivesse bem com a glicose, eu não sentiria sede, ou fome, ou sono, ou raiva. De modo que me acostumei a não sentir nada e achar que tudo está bem. Não sinto nada. Mas não está tudo bem. Outra conseqüência nefasta é atribuir tudo que sinto à doença.
Ainda outra conseqüência é querer curar o que sinto com insulina.
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