Uma digressão sobre as ferramentas da escrita
Talvez você já tenha se deparado com aquele maldito erro do Office que faz fechar aquele documento importante no qual você estava trabalhando havia horas. Várias monografias de graduação, teses de mestrado e doutorado, artigos importantes ou apresentações faleceram bravamente deste modo, levando consigo qualquer fé que se tivesse no mito do computador como ferramenta de trabalho. Se você nunca passou por isso, talvez nunca tenha digitado mais que cinco linhas ou por mais de quinze minutos um documento no Microsoft Office.
Claro que para corrigir essa falha imperdoável, a empresa desenvolveu o recurso da auto-recuperação, que logo após jogar ralo abaixo o seu trabalho, abre-o tal como estava pouco antes do desastre para que você não mande cartas furiosas jurando ódio e vingança aos programadores do software por ter perdido a redação da sua vida. E claro que como todo tapa-buraco, ele não resolve o problema em si: assim que você vai redigitar aquela frase na qual se demorou meia hora para desenvolver, a mesma falha ocorre e seu trabalho vai embora pelo mesmo ralo, num círculo vicioso de destruição e ressurgimento (uma não-intencional homenagem ao mito da Fênix). Não se desespere. Não é poltergeist nem conspiração (não, a Microsoft não vigia o conteúdo do que é escrito ou feito em seu software – nem sequer poderia). É uma mera falha no código que gera uma contrariedade para o software, forçando-o a fechar.
O que fazer para quebrar esse círculo vicioso? Você tem duas opções, basicamente. Pode abrir o documento em outro software, como por exemplo o WordPerfect, da Corel. É um bom programa, devo admitir, apesar de só tê-lo usado em situações de emergência. Não é perfeito, entretanto. Pode não ter aquela falha no código que o Office tem, mas tem alguma outra, pode apostar. A outra opção, bem simples, é digitar o texto da sua frase em outro aplicativo (bloco de notas ou wordpad), copiá-la e colá-la no documento do Office. Como você tomou outro "caminho", você contornou a falha que um certo tipo de informação gerou para o programa.
Eu, em particular, achava que a segunda opção era a resposta para todos os meus problemas. Até que me deparei com uma apresentação que gerava falha tanto no Office quanto no WordPerfect. E não conseguia contornar a falha de modo algum. Desespero era a palavra de ordem. Pensei em eliminar qualquer crença e confiança que tinha nas coisas terrenas. Felizmente uma conversa mostrou-me a luz e me resgatou: recomendaram-me o OpenOffice, que é um editor de documentos em código aberto – está para o Office como o Linux está para o Windows. Como seu código está aí para quem quiser mexer nele, existem várias pessoas constantemente trabalhando e corrigindo possíveis falhas de seu código, o que me permitiu corrigir o problema do meu documento a tempo e sem problemas, pondendo inclusive voltar a trabalhar nele com o Office (o que fiz exclusivamente para evitar alguma incompatibilidade, pois a pessoa para quem entregaria a apresentação inevitavelmente abri-la-ia no Office). Outra vantagem: é de graça e tem menos de 70MB.
Eu poderia colocar aqui alguma piadinha sem graça de jornalista, ou fechar com uma conclusão disfarçada de dica totalmente marketeira, mas prefiro deixar os argumentos no ar. Não tenho qualquer compromisso com uma suposta estética textual.
Claro que para corrigir essa falha imperdoável, a empresa desenvolveu o recurso da auto-recuperação, que logo após jogar ralo abaixo o seu trabalho, abre-o tal como estava pouco antes do desastre para que você não mande cartas furiosas jurando ódio e vingança aos programadores do software por ter perdido a redação da sua vida. E claro que como todo tapa-buraco, ele não resolve o problema em si: assim que você vai redigitar aquela frase na qual se demorou meia hora para desenvolver, a mesma falha ocorre e seu trabalho vai embora pelo mesmo ralo, num círculo vicioso de destruição e ressurgimento (uma não-intencional homenagem ao mito da Fênix). Não se desespere. Não é poltergeist nem conspiração (não, a Microsoft não vigia o conteúdo do que é escrito ou feito em seu software – nem sequer poderia). É uma mera falha no código que gera uma contrariedade para o software, forçando-o a fechar.
O que fazer para quebrar esse círculo vicioso? Você tem duas opções, basicamente. Pode abrir o documento em outro software, como por exemplo o WordPerfect, da Corel. É um bom programa, devo admitir, apesar de só tê-lo usado em situações de emergência. Não é perfeito, entretanto. Pode não ter aquela falha no código que o Office tem, mas tem alguma outra, pode apostar. A outra opção, bem simples, é digitar o texto da sua frase em outro aplicativo (bloco de notas ou wordpad), copiá-la e colá-la no documento do Office. Como você tomou outro "caminho", você contornou a falha que um certo tipo de informação gerou para o programa.
Eu, em particular, achava que a segunda opção era a resposta para todos os meus problemas. Até que me deparei com uma apresentação que gerava falha tanto no Office quanto no WordPerfect. E não conseguia contornar a falha de modo algum. Desespero era a palavra de ordem. Pensei em eliminar qualquer crença e confiança que tinha nas coisas terrenas. Felizmente uma conversa mostrou-me a luz e me resgatou: recomendaram-me o OpenOffice, que é um editor de documentos em código aberto – está para o Office como o Linux está para o Windows. Como seu código está aí para quem quiser mexer nele, existem várias pessoas constantemente trabalhando e corrigindo possíveis falhas de seu código, o que me permitiu corrigir o problema do meu documento a tempo e sem problemas, pondendo inclusive voltar a trabalhar nele com o Office (o que fiz exclusivamente para evitar alguma incompatibilidade, pois a pessoa para quem entregaria a apresentação inevitavelmente abri-la-ia no Office). Outra vantagem: é de graça e tem menos de 70MB.
Eu poderia colocar aqui alguma piadinha sem graça de jornalista, ou fechar com uma conclusão disfarçada de dica totalmente marketeira, mas prefiro deixar os argumentos no ar. Não tenho qualquer compromisso com uma suposta estética textual.
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