Os limites da gratidão
Todo mundo diz que devemos ser gratos a nossos pais. Eles nos deram educação, sustento, amor e vida. Eles nos fizeram o que somos hoje. Nada mais justo do que retribuir-lhes tudo isso no momento devido.
Mas, espera um momento. Existe uma linha muito tênue entre gratidão e obrigação nesse contexto. Do ponto de vista de nossos pais, isso é obrigação. Do ponto de vista dos filhos, isso é gratidão. Por que deveria ser obrigação? Por acaso assinamos algum contrato quando nascemos? Creio que não. Pelo contrário: são os pais que, ao decidirem (ou serem postos frente à condição de) ter um filho, assumem um compromisso.
Esse compromisso é um dever que deve ser cumprido à risca. Qualquer coisa menos do que isso é mais do que simples irresponsabilidade. Os pais devem preparar aquela vida para o mundo, para que seja um ser humano com certos valores e princípios – não importa quais, desde que ele os tenha, siga-os e respeite-os. E mais: quando o dever deles estiver cumprido, não deve haver qualquer sensação de favor prestado. Não se deve esperar qualquer retorno – o retorno é saber que se criou uma pessoa decente.
Por isso, pais, pensem duas vezes antes de tentar tirar algo dos filhos por meio da culpa. Culpa que vocês colocam sobre seus filhos por estarem fazendo nada mais do que seu próprio dever. A decisão de ter um filho foi de vocês, quer tenha isso sido imposto ou não. Um filho é a coisa mais permanente que se pode fazer neste mundo. Todo o resto pode ser desfeito.
Mas, espera um momento. Existe uma linha muito tênue entre gratidão e obrigação nesse contexto. Do ponto de vista de nossos pais, isso é obrigação. Do ponto de vista dos filhos, isso é gratidão. Por que deveria ser obrigação? Por acaso assinamos algum contrato quando nascemos? Creio que não. Pelo contrário: são os pais que, ao decidirem (ou serem postos frente à condição de) ter um filho, assumem um compromisso.
Esse compromisso é um dever que deve ser cumprido à risca. Qualquer coisa menos do que isso é mais do que simples irresponsabilidade. Os pais devem preparar aquela vida para o mundo, para que seja um ser humano com certos valores e princípios – não importa quais, desde que ele os tenha, siga-os e respeite-os. E mais: quando o dever deles estiver cumprido, não deve haver qualquer sensação de favor prestado. Não se deve esperar qualquer retorno – o retorno é saber que se criou uma pessoa decente.
Por isso, pais, pensem duas vezes antes de tentar tirar algo dos filhos por meio da culpa. Culpa que vocês colocam sobre seus filhos por estarem fazendo nada mais do que seu próprio dever. A decisão de ter um filho foi de vocês, quer tenha isso sido imposto ou não. Um filho é a coisa mais permanente que se pode fazer neste mundo. Todo o resto pode ser desfeito.
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