O nosso som
A visão da música parece diferir com um certo padrão. A admiração sempre vai ao encontro do diferente, do excepcional à nossa realidade. Eu posso não dar a mínima ao samba, ao pagode, porque ele está muito próximo da minha realidade, enquanto o jazz não está, o rock experimental também não.
Daí nós temos uma corruptela desse movimento: quando nos é aproximado esse som estranho à nossa realidade desde cedo, como ocorre com jovens de classe média e alta (com grande acesso a todo tipo de coisa e, principalmente, música), o "estranho" passa a ser aquilo que normalmente é renegado. O pagode, o samba passam a ser exóticos e dignos da maior atenção e honra possível. O que se vê hoje é mais ou menos isso; quem forma opinião aqui está indo atrás de quem forma opinião lá longe – e quem está lá longe naturalmente corre atrás do que está aqui.
De uma forma, isso é bom para gerar uma auto-estima voltada para o som do nosso entorno. O som latino, o som das Américas Central e do Sul. Por outro, gera um afastamento não-saudável do som estrangeiro – que, no nosso caso, ganha a alcunha de som "branco" ou "ocidental". Um som "manjado" e "sem-graça". Não é bem assim. Isso é uma espécie de preconceito às avessas.
Não podemos esquecer que toda a brasilidade do nosso som está no inconsciente, lá no fundo. Não precisamos "pagar pau" pro som brasileiro, pro som latino. Se o fizermos de forma afirmativa e repetitiva demais, isso soará desdenhoso. Vamos seguir com nosso som que, independente do que estamos ouvindo, sempre vai ter um quê de nacional e latino. Uma influência nunca se sobrepõe às nossas raízes.
Daí nós temos uma corruptela desse movimento: quando nos é aproximado esse som estranho à nossa realidade desde cedo, como ocorre com jovens de classe média e alta (com grande acesso a todo tipo de coisa e, principalmente, música), o "estranho" passa a ser aquilo que normalmente é renegado. O pagode, o samba passam a ser exóticos e dignos da maior atenção e honra possível. O que se vê hoje é mais ou menos isso; quem forma opinião aqui está indo atrás de quem forma opinião lá longe – e quem está lá longe naturalmente corre atrás do que está aqui.
De uma forma, isso é bom para gerar uma auto-estima voltada para o som do nosso entorno. O som latino, o som das Américas Central e do Sul. Por outro, gera um afastamento não-saudável do som estrangeiro – que, no nosso caso, ganha a alcunha de som "branco" ou "ocidental". Um som "manjado" e "sem-graça". Não é bem assim. Isso é uma espécie de preconceito às avessas.
Não podemos esquecer que toda a brasilidade do nosso som está no inconsciente, lá no fundo. Não precisamos "pagar pau" pro som brasileiro, pro som latino. Se o fizermos de forma afirmativa e repetitiva demais, isso soará desdenhoso. Vamos seguir com nosso som que, independente do que estamos ouvindo, sempre vai ter um quê de nacional e latino. Uma influência nunca se sobrepõe às nossas raízes.
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