Memórias do sexo

O pensamento que ronda minha cabeça nestes últimos tempos, ou melhor, a idéia, é sexo. Sim, sexo. Eu quero sexo, por que não? Eu tenho direito de sucumbir aos apelos do meu corpo também. E ele clama por sexo.

Ainda mais quando eu me lembro (se é que eu um dia já esqueci algo tão marcante) das sensações. Como era bom poder sentir com minha língua o sabor da pele dela, aquele gosto que era ao mesmo tempo salgado e o mais doce dos doces que meu paladar já conheceu. Era bom sentir o seu corpo vibrar enquanto eu descobria este sabor que até hoje procuro, inutilmente, em outras coisas. Procuro também o sorriso que tinha em meu rosto naquele momento.

A textura de seu sexo, que senti com praticamente todas as partes do meu corpo. O cheiro, diferente de tudo que já cheirara, o cheiro que sempre me traz boas memórias de prazer. Mas, definitivamente, a melhor memória de todas foi poder olhar nos seus olhos ao penetrá-la e poder ver o prazer que eu causava. O melhor foi poder ler sua mente e ver que ela gritava prazer, prazer!

Foram essas coisas que me levaram ao ápice, ao orgasmo. Saber que eu era o responsável por tanto prazer, pelo clímax dela. Não havia amor, mas não me importa mais. Eu não quero conteúdo agora, eu quero o invólucro. Que seja falso, que seja um engano. Neste momento, eu estou atrás da sensação e não da emoção. Eu quero o sexo.

Comments

Popular posts from this blog

Wandering away

Do contra

Are you ready?