Pausa

Ninguém nunca entendeu porque ou mesmo o que eu escrevo aqui. Logo, não ousarei tentar explicar porque estou parando.

Eu posso, sim, dizer que sempre me doía um pouco quando eu me expunha aqui, e que até hoje eu ainda sinto pelo que escrevi no início, no meio e nos últimos textos. Dói porque eu sempre tenho meu coração na ponta dos dedos – para escrever ou para dá-lo a alguém. Mas a dor é o de menos, e posso dizer que não é por isso que estarei fazendo uma pausa.

Devo dizer que nunca considerei o que escrevo aqui literatura, os meus pensamentos filosofia ou meus versos vis e fracos poesia – seria pretensão demais. Mas eu os vejo como algo em que ponho a palavra "meu" com certo orgulho, sem me importar com o que os outros pensam deles ou da pessoa que os escreveu. E é por isso que não vou parar definitivamente. Tampouco sei por quanto tempo eu me calarei, só sei que é importante para mim declarar que não tenho, temporariamente, uma tarefa a cumprir. Neste meio-tempo tentarei recuperar a vontade de escrever.

...E, quiçá, conquistar alguma vontade de viver.

Comments

Popular posts from this blog

Wandering away

Do contra

Are you ready?