Tanto escritor no mundo

Talvez nossas vidas sejam mesmo como livros em cujas páginas escrevemos o tempo todo. Ou melhor, não o tempo todo. Existem pessoas que escrevem neles. Muitas pessoas ou poucas pessoas, não importa. São páginas que não esquecemos, que até parece que vivem com marcadores, pois quase sempre que abrimos este livro para dar uma folheada, abrimos nestas páginas.

Algumas pessoas que escrevem a lápis. Dependendo de como este lápis foi apontado, os traços são fortes e grossos, feito com uma ponta rombuda e descuidada. Ainda assim, passíveis de serem apagados se necessário. O que não é tão possível se a ponta for muito fina e afiada. Traços finos e quase invisíveis, sim, mas se feitos com força podem rasgar o papel.

Outras pessoas escrevem a caneta. Traços praticamente indeléveis, alguns até tóxicos, dependendo da tinta. Alguns podem ser retirados com álcool, mas corre-se o risco de arruinar o papel e até o livro inteiro. E sempre fica um pouco da tinta borrada no papel.

E existe um certo tipo de gente idiota que insiste em escrever com giz. Giz atóxico, facilmente apagável. Sai com água ou com um sopro mais forte, nem é necessário usar álcool. Gente idiota que vive à procura de um quadro pra escrever suas palavras. Mas todos têm livros e páginas.

Gente que talvez nunca escreva.

Comments

Popular posts from this blog

Wandering away

Do contra

Are you ready?