Cartas enviadas
Hoje eu poderia escrever até meus dedos acabarem e não ia passar o que sinto. É horrível poder me mover e não poder ir para onde você está. Talvez eu preferisse dar um tiro na medula do que poder me levantar. Mas nããão, eu posso andar e correr e subir muralhas, mas algo me impede de passar por esta porta da qual eu até tenho a chave. Não, não está chovendo lá fora. Antes estivesse, até condiziria com meu estado de espírito atual. Mas faz sol e eu não estou satisfeito.
O calor que eu produzo já não é mais suficiente, eu quero o seu calor. Esse meu calor que eu preservo com roupas e edredons já me irrita a ponto de eu preferir o frio. Eu quero o seu sol, que vai me aquecer, me iluminar e derreter essas minhas asas de parafina que nunca me levaram a lugar algum. E definitivamente não estão me ajudando a chegar aí.
É, estes são os devaneios de uma mente livre e trovadora. Mente livre, coração longe (pra que você acha que eu mandei uma carta numa caixa tão grande?) e corpo preso ao lugar errado. Eu estou mal e não há o que fazer. Não quero tomar remédios, não venha me receitar nada, seu arrogante com diploma. Meus pequenos suicídios já não me distraem da falta que você faz. Eles me distraíam do fato de eu estar meio vivo, mas não dá pra desanuviar isso que sinto agora.
Eu amo você e me importo a ponto de me preocupar com o que você vai pensar destes depressivos que eu escrevo. Não se preocupe; é você que me deixa melhor.
O calor que eu produzo já não é mais suficiente, eu quero o seu calor. Esse meu calor que eu preservo com roupas e edredons já me irrita a ponto de eu preferir o frio. Eu quero o seu sol, que vai me aquecer, me iluminar e derreter essas minhas asas de parafina que nunca me levaram a lugar algum. E definitivamente não estão me ajudando a chegar aí.
É, estes são os devaneios de uma mente livre e trovadora. Mente livre, coração longe (pra que você acha que eu mandei uma carta numa caixa tão grande?) e corpo preso ao lugar errado. Eu estou mal e não há o que fazer. Não quero tomar remédios, não venha me receitar nada, seu arrogante com diploma. Meus pequenos suicídios já não me distraem da falta que você faz. Eles me distraíam do fato de eu estar meio vivo, mas não dá pra desanuviar isso que sinto agora.
Eu amo você e me importo a ponto de me preocupar com o que você vai pensar destes depressivos que eu escrevo. Não se preocupe; é você que me deixa melhor.
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