Aprendendo

Eu achava que sabia o que era amar. Achava que amar era coisa que não se aprendia, que já se nascia sabendo. Antes de aprendermos a respirar e a chorar já sabíamos amar. Com o tempo e a racionalização dos sentimentos, nos impedimos de amar. Sim, nós deixamos de amar com naturalidade e colocamos barreiras nesse amar.

É um conceito bonito? Talvez. Mas não me parece ser verdadeiro mais. Porque por dentro de um corpo púbere e por trás de palavras de velho fica um coração de cristal: frágil, muito frágil, e transparente. Todos podem ver quem está dentro dele, ele é enorme mas comporta apenas uma pessoa.

Esse coração nunca aceitou barreiras, racionalização. E pensava, assim, saber amar verdadeiramente. Tolo. Amar se aprende amando outras pessoas e sendo amado em retorno. Sim, amar se aprende, não se nasce sabendo.

Pois bem, esse coração não sabe amar. Ele pensava que amar era ser jogado para fora daquele corpo e sempre cair no chão, pois ninguém nunca teve coragem de tentar segurar um coração tão grande e tão frágil. Então amar era viver sendo jogado, estilhaçar no chão, ser colado, esquecido na gaveta e, daí um tempo, jogado novamente.

Não, isso não é amor. Mas era tudo que eu conhecia. Uma pessoa muito especial está me mostrando que eu estava enganado. Eu simplesmente tenho que aprender tudo de novo, tenho que rasgar todas as anotações que fiz sobre este que é mais que um sentimento, é algo indefinível. É apenas vivenciável.

Toma este coração, sente o peso dele. Olha dentro dele, você está lá. Escreva seu nome nele, escreva nas paredes deles. Escreva e ensina-me a amar de verdade. Ensina-me. Estou disposto a aprender com você.

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