Imensidão de gente sem alma
Eu ando pelos corredores do meu dia-a-dia e vejo pessoas o tempo todo. É incrível como as outras pessoas não vêem, elas simplesmente passam por nós olhando para frente e vendo a si mesmas. Neste sentido eu sou menos introvertido que os outros pois sempre vejo quem passa por mim. Passam sem prestar a menor atenção.
Então sinto um ímpeto de chamar a atenção. De fazer as pessoas verem que tem alguém ali passando por elas. Imagino-me num palco enorme, em um estádio. Tocando todos os instrumentos, cantando e finalmente gritando. Será que assim me faço notar? Talvez eu devesse apelar para a fútil destruição de tudo no palco. Jogando a guitarra nos amplificadores, jogando o baixo na bateria, furando peles e derrubando pedestais. Tudo isso frente a uma platéia inexistente, em um estádio vazio.
Talvez meu palco seja isto aqui. É aqui que eu grito, que me faço notar. Vivo aqui entretendo vocês, preocupando vocês, deixando vocês tristes, melancólicos, destilando meu pesar em viver. Sendo eu mesmo.
Então sinto um ímpeto de chamar a atenção. De fazer as pessoas verem que tem alguém ali passando por elas. Imagino-me num palco enorme, em um estádio. Tocando todos os instrumentos, cantando e finalmente gritando. Será que assim me faço notar? Talvez eu devesse apelar para a fútil destruição de tudo no palco. Jogando a guitarra nos amplificadores, jogando o baixo na bateria, furando peles e derrubando pedestais. Tudo isso frente a uma platéia inexistente, em um estádio vazio.
Talvez meu palco seja isto aqui. É aqui que eu grito, que me faço notar. Vivo aqui entretendo vocês, preocupando vocês, deixando vocês tristes, melancólicos, destilando meu pesar em viver. Sendo eu mesmo.
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