Filas
Se você parar pra pensar nas relações amorosas, verá que tudo não passa de uma fila. Uma enorme fila. Mas é claro que não estamos todos em uma única fila, todos nos dirigindo a um lugar só. Cada um de nós pode ser o destino de uma dessas filas, que pode conter inúmeros indivíduos. E cada um de nós pode estar em uma fila diferente, independente de sermos o destino de uma fila.
Vamos exemplificar. Na fila da garota A existem os garotos A, B e C e (por que não?) uma garota B. O garoto B está no primeiro lugar da fila, mas a garota A está interessada no garoto D, que, veja bem, nem está na fila! E então ela ignora as investidas do garoto B e faz de tudo para que B saia logo do primeiro lugar da fila. Talvez o garoto A perceba toda essa confusão e saia logo dela. Ou talvez não perceba e continue persistindo. E a garota B nem sabe que o garoto D, na verdade, não está interessado nela e está em outra fila. É como aquele poema do Drummond, só que num universo bem maior e com muito mais personagens. Muito mais confusão.
Podem ocorrer boas coisas, se, por exemplo, a garota A for para a fila do garoto A e este se dirigir coincidentemente para a fila dela. É amor. Sintonia. Sorte, talvez.
Não pensem que nestas filas também não ocorrem fatos intrínsecos a uma fila qualquer. Os furões de fila, que forçam a sua entrada nos primeiros lugares da fila e irritam tremendamente os outros indivíduos que esperam pacientemente nela. As filas que não andam, ou por insistência do primeiro lugar dela que se recusa a sair ou por infindável indecisão do próprio dono da fila. As filas gigantescas. As filas expressas. onde houver alguém haverá uma fila.
Eu? Eu já estive em algumas filas. Esperei pacientemente minha vez em todas. E em todas fui expulso, ou recusado a ser atendido, ou furaram a fila na minha frente. E daí, claro, fiquei cansado de ficar esperando em pé, pés que não foram feitos para agüentar meu peso por muito tempo. Me retiro de qualquer fila que apareça, e nem preciso me preocupar em dispersar alguma fila que houvesse pra mim: ela simplesmente não existe. Vou caminhar sem pressa para algum lugar mais calmo e sem filas. Sem ninguém.
Vamos exemplificar. Na fila da garota A existem os garotos A, B e C e (por que não?) uma garota B. O garoto B está no primeiro lugar da fila, mas a garota A está interessada no garoto D, que, veja bem, nem está na fila! E então ela ignora as investidas do garoto B e faz de tudo para que B saia logo do primeiro lugar da fila. Talvez o garoto A perceba toda essa confusão e saia logo dela. Ou talvez não perceba e continue persistindo. E a garota B nem sabe que o garoto D, na verdade, não está interessado nela e está em outra fila. É como aquele poema do Drummond, só que num universo bem maior e com muito mais personagens. Muito mais confusão.
Podem ocorrer boas coisas, se, por exemplo, a garota A for para a fila do garoto A e este se dirigir coincidentemente para a fila dela. É amor. Sintonia. Sorte, talvez.
Não pensem que nestas filas também não ocorrem fatos intrínsecos a uma fila qualquer. Os furões de fila, que forçam a sua entrada nos primeiros lugares da fila e irritam tremendamente os outros indivíduos que esperam pacientemente nela. As filas que não andam, ou por insistência do primeiro lugar dela que se recusa a sair ou por infindável indecisão do próprio dono da fila. As filas gigantescas. As filas expressas. onde houver alguém haverá uma fila.
Eu? Eu já estive em algumas filas. Esperei pacientemente minha vez em todas. E em todas fui expulso, ou recusado a ser atendido, ou furaram a fila na minha frente. E daí, claro, fiquei cansado de ficar esperando em pé, pés que não foram feitos para agüentar meu peso por muito tempo. Me retiro de qualquer fila que apareça, e nem preciso me preocupar em dispersar alguma fila que houvesse pra mim: ela simplesmente não existe. Vou caminhar sem pressa para algum lugar mais calmo e sem filas. Sem ninguém.
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