Visibilidade
E o choro me visita novamente. Desta vez eu o deixo correr pela sala livremente, pois não há mais necessidade de temer ser visto. As pessoas não me vêem mesmo. Mesmo porque eu não estou vivo quando elas me olham. Ou então talvez eu não esteja suficientemente nesta realidade. Pode ser que eu esteja passando pela vida das pessoas como uma brisa, um sopro bom que traz conselhos e que leva embora as angústias. Só não sei onde deixá-las, pois o peito não comporta mais.
Eu só consigoenganar convencer a mim mesmo. E por causa disso toda opinião contrária me parece tola e desinformada, baseada em roteiros comuns demais para se identificarem com o meu. Mas até as ilhas mais fortes sucumbem à maré. Não dá mais. Eu poderia continuar à tona combatendo os que tentam me afundar, se pelo menos houvesse alguém que me dissesse que queria que eu continuasse respirando. Não há, e acho que não haverá. O sonho morre por agora, para de sua carcaça nascer algo mais simples e realista. Resta-me encher o pulmão de água e tentar extrair o oxigênio necessário para continuar.
Desculpem.
Não é que as pessoas me impedem de alcançar este sonho. Elas simplesmente me impedem de tentar alcançá-lo. Resignação finalmente chega ao meu vocabulário. Seja bem-vinda, acomode-se como quiser.
Eu só consigo
Desculpem.
Não é que as pessoas me impedem de alcançar este sonho. Elas simplesmente me impedem de tentar alcançá-lo. Resignação finalmente chega ao meu vocabulário. Seja bem-vinda, acomode-se como quiser.
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