Frio

Frio. Frio. Frio demais. Não faz aquele frio gostoso, que me ativa a circulação e anestesia a pele, mas um frio maligno, que me dói os membros e me lacera por dentro. E agora me dei conta que as cobertas não têm efeito algum, pois não tenho calor pra ser conservado por elas.

Talvez se eu fechar a janela...

Não. A liberdade vale a pena. Que entrem coisas erradas, porque eu sei que não existem coisas erradas. Não existe erro. Não sei por que me atormentei tanto no passado, todos aqueles erros, eles valer... grunf, eu nem consigo dizer isso. Ainda não cresci o suficiente. Eu deveria poder dizer isso sem medo, mas não consigo. Tenho muito a crescer, a aprender. Aprender, apreender, prender. Há muito que eu deveria ter prendido, e ainda há muito a prender. Não posso ficar me desprendendo por aí, desprendendo e perdendo partes.

Por outro lado eu não quero qualquer forma de compleição. Solto por aí, estou em todo lugar e em lugar nenhum e ninguém jamais saberá onde estou. Num ato de esquizofrenia intrínseca, quero estar em mais lugares do que a Física me permite, e ela não me permite muitos. Tudo bem. Eu não sigo muitas prescrições.

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