Pessoas são como átomos
Pessoas são como átomos. Átomos que vivem na instabilidade, nervosos, inquietos. Sempre em movimento quase eterno, quase perpétuo, quase inútil. Elas buscam algo. Infelizes os que sabem o que é, pois dedicam sua existência a essa procura sem garantias de resultado.
Divago. As pessoas são como átomos. Átomos precisam encontrar outros átomos com a ambivalência certa para poderem ficar estáveis. Pessoas também. As pessoas vagam por aí, esbarrando umas nas outras, tentando encontrar a carga certa para sua própria estabilidade, bem-estar, completude. Até encontrarem, pegam partes de outras pessoas por aí. Num olhar. Num toque. Num beijo. Numa transa. Numa conversa. Trocam-se energias, lembranças, coisas. Barbantes, fotos, doces. Bolinhas de gude.
Mas o difícil não é encontrar a pessoa com a carga certa. É não esbarrar nas pessoas erradas. É não deixar uma parte de você com elas, ou levar uma parte delas com você, e lamentar pelo fato de que os dois nunca terão como devolver. Há até pessoas que se acostumam com esses esbarrões, com a troca constante de cargas. Nem mesmo sabem mais qual é a sua carga, a troca ininterrupta é o que importa.
Se a pessoa já encontrou a carga certa, vocês sabem. Estabilidade. Unicidade. Andar por aí sem medo de perder alguma coisa, ou de levar algo sem saber. Mesmo no olhar mais atraente, não há risco. Mesmo que a pessoa que possui a carga ideal esteja longe, muito longe, não há o que temer. A consciência de que ela existe é suficiente, acalma. Quebra as horas, deixando-as com 37 minutos, ou 78. Tudo muda. Tudo volta ao início.
Divago. As pessoas são como átomos. Átomos precisam encontrar outros átomos com a ambivalência certa para poderem ficar estáveis. Pessoas também. As pessoas vagam por aí, esbarrando umas nas outras, tentando encontrar a carga certa para sua própria estabilidade, bem-estar, completude. Até encontrarem, pegam partes de outras pessoas por aí. Num olhar. Num toque. Num beijo. Numa transa. Numa conversa. Trocam-se energias, lembranças, coisas. Barbantes, fotos, doces. Bolinhas de gude.
Mas o difícil não é encontrar a pessoa com a carga certa. É não esbarrar nas pessoas erradas. É não deixar uma parte de você com elas, ou levar uma parte delas com você, e lamentar pelo fato de que os dois nunca terão como devolver. Há até pessoas que se acostumam com esses esbarrões, com a troca constante de cargas. Nem mesmo sabem mais qual é a sua carga, a troca ininterrupta é o que importa.
Se a pessoa já encontrou a carga certa, vocês sabem. Estabilidade. Unicidade. Andar por aí sem medo de perder alguma coisa, ou de levar algo sem saber. Mesmo no olhar mais atraente, não há risco. Mesmo que a pessoa que possui a carga ideal esteja longe, muito longe, não há o que temer. A consciência de que ela existe é suficiente, acalma. Quebra as horas, deixando-as com 37 minutos, ou 78. Tudo muda. Tudo volta ao início.
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