O exagero da diversão

Alguém já se sentiu ansioso por algo? Imaginando como seria ter esta coisa nas mãos, o que você vai fazer com ela, quantas horas boas você vai passar com ela, ou o quão feliz você vai ficar quando estiver fazendo o que queria?

E quando você finalmente consegue, esta coisa que não saía da sua cabeça finalmente foi de lá para suas mãos e...

Decepcionante, não? A coisa que você mais esperava não é tudo que você sonhou e perseguiu. Não é que você não esteja se divertindo, mas a idéia de diversão que você construíra agora foi destruída e substituída por menos. Acontece. E muito.

A pior parte é quando tudo que você elaborou é uma pessoa ou envolve uma. Como é ser deixado de lado como um brinquedo que saiu de moda por um mimado que achou outra coisa mais brilhante para se entreter pelos próximos, mm, quinze minutos. Desculpe, acho que eu estava errado. A pior parte de verdade é quão pouca diversão esta pessoa lhe proporcionou.

A diversão está sobrestimada porque não existe diversão mais longa do que momentos efêmeros curtos. A diversão não te leva a um lugar superior, não te faz viver para sempre (apesar de extender sua vida um pouco mais).

Ela apenas sublima a noção de realidade que nós achamos tão pessimista, pra baixo, e até desesperador. A noção de realidade que nos faz ver não ambos mas todos os lados de uma história. Por isso eu digo que não sou austero, estou simplesmente imerso na realidade.

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