Mulher
Mulher. O primeiro ser que nós, homens, reconhecemos como diferente depois de alguns anos ingênuos achando que éramos todos iguais. E ainda reconhecemos. Nunca paramos de reconhecer, pois elas sempre têm algo de novo a nos mostrar, algo novo e surpreendente.
A diferença física é a mais óbvia, e qualquer homem inteligente não se prende somente a ela. Seus cabelos, mais brilhantes que os nossos. Achávamos ser assim por passarem horas lavando-os, penteando-os e tratando-os em seus salões exclusivos, território (não mais) proibido para nós. Lêdo engano. Seus cabelos são assim por refletir a sua luz, como a lua que reflete uma pequena parte do grandioso sol e que mesmo assim fascina poetas e astrônomos. Só vemos os cabelos por não conseguirmos olhar diretamente para a fonte de seu brilho, tão forte é que cegaria-nos.
Sua pele, tão fina, delicada e suave. Só para nos dar a ilusão de fragilidade, pois debaixo de tal porcelana existe uma verdadeira amazona, capaz de superar qualquer obstáculo. E vocês ainda fazem questão de se mostrarem fracas para nos deixar por cima, nos sentindo valentes e bravos. E vocês nos convencem, por anos nos convenceram, para chegar um dia e nos colocar no chão. Eu não faria melhor.
Comentamos como vocês são avoadas e desatentas, tentando fazer mil coisas ao mesmo tempo. Mal sabemos que vocês realmente conseguem, e os que sabem as invejam. Há quem insista em dizer que Deus é homem. Pois se fosse mulher o mundo seria criado em dois dias.
Vocês vivem reclamando que não deixamos vocês fazerem coisas realmente importantes. E é só porque os que são espertos não querem se ver completamente ridicularizados quando verem que vocês farão, fazem, sempre fizeram o que fazemos muito melhor que nós. O medo nosso é a certeza de vocês: nossa inutilidade à sua presença. E por aí se foram séculos de pura ignorância sendo passados de pai para filho, enquanto que de mãe para filha era passado o dom da paciência. Paciência para esperar que caiamos na real, admitamos nossos erros e deixemos que vocês cuidem (muito) melhor de tudo.
Sem vocês estamos perdidos, carentes, desorientados e sem perspectiva. Até os mais tapados conseguem ver isso. Por isso escolhemos um dia no ano para homenageá-las. Porque somos malandros, pois vocês merecem mais uns trezentos, só pela beleza (não há dias suficientes em um ano para homenagear tudo que elas são; é necessária uma vidas inteira para fazê-lo). Demos um dia para não dar na cara que precisamos de 364 para nos sentir em pé de igualdade em relação a vocês.
A diferença física é a mais óbvia, e qualquer homem inteligente não se prende somente a ela. Seus cabelos, mais brilhantes que os nossos. Achávamos ser assim por passarem horas lavando-os, penteando-os e tratando-os em seus salões exclusivos, território (não mais) proibido para nós. Lêdo engano. Seus cabelos são assim por refletir a sua luz, como a lua que reflete uma pequena parte do grandioso sol e que mesmo assim fascina poetas e astrônomos. Só vemos os cabelos por não conseguirmos olhar diretamente para a fonte de seu brilho, tão forte é que cegaria-nos.
Sua pele, tão fina, delicada e suave. Só para nos dar a ilusão de fragilidade, pois debaixo de tal porcelana existe uma verdadeira amazona, capaz de superar qualquer obstáculo. E vocês ainda fazem questão de se mostrarem fracas para nos deixar por cima, nos sentindo valentes e bravos. E vocês nos convencem, por anos nos convenceram, para chegar um dia e nos colocar no chão. Eu não faria melhor.
Comentamos como vocês são avoadas e desatentas, tentando fazer mil coisas ao mesmo tempo. Mal sabemos que vocês realmente conseguem, e os que sabem as invejam. Há quem insista em dizer que Deus é homem. Pois se fosse mulher o mundo seria criado em dois dias.
Vocês vivem reclamando que não deixamos vocês fazerem coisas realmente importantes. E é só porque os que são espertos não querem se ver completamente ridicularizados quando verem que vocês farão, fazem, sempre fizeram o que fazemos muito melhor que nós. O medo nosso é a certeza de vocês: nossa inutilidade à sua presença. E por aí se foram séculos de pura ignorância sendo passados de pai para filho, enquanto que de mãe para filha era passado o dom da paciência. Paciência para esperar que caiamos na real, admitamos nossos erros e deixemos que vocês cuidem (muito) melhor de tudo.
Sem vocês estamos perdidos, carentes, desorientados e sem perspectiva. Até os mais tapados conseguem ver isso. Por isso escolhemos um dia no ano para homenageá-las. Porque somos malandros, pois vocês merecem mais uns trezentos, só pela beleza (não há dias suficientes em um ano para homenagear tudo que elas são; é necessária uma vidas inteira para fazê-lo). Demos um dia para não dar na cara que precisamos de 364 para nos sentir em pé de igualdade em relação a vocês.
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