Diálogos - I
- Eu tava querendo falar com você...
- (...) Agora?
- É. Vamos ali, num lugar mais reservado?
- Pode ser.
Eles vão. Ela na frente, ele atrás, sempre reticente.
- Pode falar, o que é?
- Porque você tem sido tão frio comigo? Eu vejo você tratar todo mundo de um jeito caloroso, menos comigo. Porquê?
- Você sabe porque, não sabe? Pelo menos eu acho que você deve ter presumido as razões.
- Bem, mais ou menos.
- Pois você não poderia estar mais errada.
- Hã?
- Eu vou te dizer algo sobre mim: eu trato meus amigos muito bem, muito cordialmente. Eu trato meus inimigos assim também, por incrível que pareça. Mas você, você fugiu às classificações. Eu gostava de você porque você era carinhosa, atenciosa, amiga, gente boa. As circunstâncias me mostraram uma outra faceta sua: desconfiança, paranóia, incompreensão. Você matou uma amizade por desconfiar que ela houvesse se envolvido com uma pessoa que você me afirmou não lhe importar mais.
- Eu não desconfiava, eu tinha certeza porque...
- Eu sei das suas certezas, e elas não me importam. Muito menos você. Sabe, eu achei odiosa a forma com que você me tratou. Eu me apaixono, e você se afasta? Claro, não seria conveniente, atrapalharia suas próprias investidas. Você é uma crápula e uma devassa. Faço questão que você não me dirija a palavra. Suma da minha vida.
Ele sai, os olhos chispando de ódio e desprezo. Ela, em choque, senta-se enquanto lágrimas correm por seu rosto.
- (...) Agora?
- É. Vamos ali, num lugar mais reservado?
- Pode ser.
Eles vão. Ela na frente, ele atrás, sempre reticente.
- Pode falar, o que é?
- Porque você tem sido tão frio comigo? Eu vejo você tratar todo mundo de um jeito caloroso, menos comigo. Porquê?
- Você sabe porque, não sabe? Pelo menos eu acho que você deve ter presumido as razões.
- Bem, mais ou menos.
- Pois você não poderia estar mais errada.
- Hã?
- Eu vou te dizer algo sobre mim: eu trato meus amigos muito bem, muito cordialmente. Eu trato meus inimigos assim também, por incrível que pareça. Mas você, você fugiu às classificações. Eu gostava de você porque você era carinhosa, atenciosa, amiga, gente boa. As circunstâncias me mostraram uma outra faceta sua: desconfiança, paranóia, incompreensão. Você matou uma amizade por desconfiar que ela houvesse se envolvido com uma pessoa que você me afirmou não lhe importar mais.
- Eu não desconfiava, eu tinha certeza porque...
- Eu sei das suas certezas, e elas não me importam. Muito menos você. Sabe, eu achei odiosa a forma com que você me tratou. Eu me apaixono, e você se afasta? Claro, não seria conveniente, atrapalharia suas próprias investidas. Você é uma crápula e uma devassa. Faço questão que você não me dirija a palavra. Suma da minha vida.
Ele sai, os olhos chispando de ódio e desprezo. Ela, em choque, senta-se enquanto lágrimas correm por seu rosto.
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